19 de fevereiro de 2012

CINCO – Solução? - Parte 1

“É quando nenhuma solução parece possível, que se chega a novas soluções.” (Edgar Morin)


Desde que o Arthur voltou à cidade, que confusão me define. Ou ele tem o dom de me deixar confusa, ou a confusão está em mim. Eu não o entendo, e ele não me entende. Seu coração já pertence a alguém e o meu também. A vida deve estar querendo pregar uma peça na gente, só pode! Eu tenho certeza que na outra encarnação eu não joguei chiclete na cruz, ou joguei? Ok, eu nunca fui nem obediente, nem a pessoa mais compreensiva do mundo, mas minha vida que já estava nublada, agora virou escuridão total. 


- Lua, o Chay está aqui! – minha mãe gritou lá de baixo


- Manda subir! – eu gritei de volta e logo depois o Chay estava adentrando o meu quarto


- Então a noite foi boa? – perguntei assim que terminei de abraçar ele


- Mais ou menos – ele disse um cabisbaixo


- Como assim mais ou menos? – perguntei 


- Não foi bem o que eu esperava, sabe? Poxa, eu pensava que ela gostava de mim, mas pelo visto ... – ele estava triste e eu com pena


- Eu acho que ela gosta de você – eu disse sorrindo


- Gosta nada. Ela teve a coragem de olhar na minha cara e dizer que gosta do Arthur – ele me olhou, e em seu olhar havia tristeza e principalmente raiva muita raiva


- Ela e o Arthur não tem nada haver... Eu acho que ela está mentindo pra você – eu disse não conseguindo pensar na possibilidade do Arthur e da Sophia juntos


- Não tem nada haver... – ele parou pensando 


- Chay? – eu abanei a mão na frente dele o despertando de seus pensamentos


- Aconteceu alguma coisa entre você e o Arthur? – Chay perguntou com meio sorriso, um meio sorriso malicioso


- Eu e o Arthur? Até parece ... – eu estava rindo nervosa e isso me denunciou por completo

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