- Mel, eu vou pra casa. A gente pode se encontrar amanhã? – eu me dirigi a Mel enquanto Arthur falava com os amigos dele
- Mas já? Tudo bem, amanhã eu te ligo – disse Mel fazendo biquinho e me dando um beijo no rosto, mas quando me virei pra sair sinto alguém puxando meu braço e me impedindo de me locomover
- Espera – aquela voz perto da minha nuca me fez arrepiar toda, isso não era bom sinal
- Algum problema? – me virei pra ver Arthur me olhar com uma cara curiosa
- Não vá agora. Ainda preciso falar com você – ele disse me olhando intensamente e o seu olhar tinha um poder que nem eu sabia identificar
- O que você precisaria falar comigo? Eu nem te conheço... – sim eu estava na retranca, ainda não sabia o poder daqueles olhos sobre mim
- É isso que me instiga – ele disse mais uma vez me olhando com curiosidade
- O que te instiga? Você precisar falar comigo? – eu estava confusa
- Não, o fato de eu ainda não te conhecer... Eu realmente não te conheço? – ele também estava confuso
- Não que eu me lembre, mas é fato que eu não sofro de mal de Alzheimer – eu disse tentando me soltar do aperto dele em meu braço
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