19 de fevereiro de 2012

DOIS – Olhos Cor De Chocolate - Parte 4

  - Nao endoidei nao, tô normal, como todos os
dias. Desembucha, por que tá triste ? - Nem eu mesma sabia ...
   - Não sei, nao estou triste. Tô normal
também. - Assim espero, nem eu tenho certeza que estou normal.
- Você acha que eu não vi que você atrapalhou o
Arthur e a Rayanna na porta da sua sala ? Eu ri tanto, você nao
tem noção. - Ela disse com um sorriso.
   - Nada a
ver, mas enfim, vamos comer ? - Disse tentando mudar de assunto.
   - Vamos,
mas depois é banheiro pra eu retocar minha maquiagem. - Disse toda
preocupadinha, ai Deus.
   - Ok
paty ! - Disse com um sorrisinho, logo depois abraçando-a.

Arthur POV


O dia passou mais ou menos rápido, quando eu dei conta já estava na hora da saída. Ok, atravessei o portão e vi
a Lua agachada pegando as chaves que tinham caído, fala sério, ela é linda demais. Pronto, agora se levantou pra 
procurar alguma coisa na bolsa gigante. Humpft, mulheres ¬¬. Hora de provocar Arthur
- Esperando por mim Luinha ? - Disse com irônia, falei bem pertinho do ouvido dela, senti que ela se arrepiou, ae
garoto !
- Você nunca cansa de sonhar, Thuthu? – ela disse debochada sem me olhar

- E você sempre foi selvagem ou adquiriu esse temperamento forte por falta de uns pegas – eu disse com uma cara 
maliciosa e ela olhou pra mim. Vermelha, mas de raiva
- Qual é Lua? Eu vi o clima que pintou entre vocês – Mel disse 

- Que clima, criatura? Eu não sou garota do tempo de telejornal pra saber de clima – eu estava nervosa e elas, isso mesmo elas perceberam

- Desculpa, me meter Lua. Mas concordo com a Mel, eu sou amiga do Arthur há muito tempo e sei muito bem quando uma garota meche com ele, aliás eu só vi isso uma vez. – Sophia disse suave

- Gente, eu acho que vocês estão meio que equivocadas – eu disse torcendo pra que elas se esquecessem daquele assunto



- Eu acho que você está cega. E o pior cego é aquele que não quer ver – Mel estava com cara de filosofa e eu quase, disse quase, cai no papo dela.

- Nossa, as frases feitas vieram com tudo hoje. Pena que eu odeio frase feita e nunca faço o que mandam. Por isso... fui! – me virei e não deixei nenhuma das duas falar só queria sair dali, eu estava confusa e a confusão é o primeiro passo para o amor e por isso meu medo.

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